Uma empresa suíça está alegando que conseguiu ultrapassar as fronteiras do aproveitamento energético da luz solar. A grande diferença é que para conseguir este feito, o grupo de pesquisadores utilizou uma tecnologia desenvolvida no século XIX.

A ideia veio de Robert Stirling em 1816, utilizando a alternância entre o aquecimento e resfriamentos de um volume fechado de gás para mover um pistão, capaz de gerar energia. O projeto está sendo implementado com vários discos de metal espalhados por 100 metros de superfície, no deserto do Kalahari ma África. A empresa, RiPasso Energy já conseguiu aproveitar cerca de 34% da energia absorvida.

Os discos parabólicos giram lentamente ao longo do dia para aproveitar melhor o ângulo do sol. Seu formato afunilado, faz com que o calo se concentre em uma pequena ponta, produzindo a energia necessária para fazer funcionar a turbina elétrica. Cada disco é responsável por gerar de 75 a 85 Megawatts-horas de eletricidade por ano, uma usina de carvão, em comparação, produziria 81 toneladas métricas de gás carbônico para produzir a mesma quantidade de energia.

A eficiência desta técnica é mesmo incrível, os melhores resultados que apresentamos com células fotovoltaicas, a forma mais comum de energia solar, é de apenas 24%, portando podemos mesmo estar no caminho certo para tornar a energia solar mais cultivável. Realmente é um tanto quanto impressionante que os pesquisadores tenham buscado no século XIX para desenvolver o que há de mais poderoso na extração desta forma de energia.

Apesar da boa notícia, a empresa não divulgou os custos deste experimento, algo que pode ser tido como muito negativo se for elevado. De fato, a complexidade dos discos e seus sistemas de rotação automática podem se mostrar muito proibitivos para o real desenvolvimento desta técnica.

FONTE